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Andy Murray em 2016: O caminho ao topo – [INFOGRÁFICO]

Confira em uma foto o resumo do ano de Andy Murray

Resolvemos variar e, no lugar de um longo texto, fizemos um infográfico com o objetivo de visualizar, fácil e claramente, como foi o ano de 2016 para Andy Murray!

Continue a leitura do texto que segue o infográfico para algumas analises mais detalhadas.

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Um pouco sobre Andy Murray

Nascido em Dunblane, na Escócia, em maio de 1987, Murray está hoje com 29 anos. O escocês começou a jogar tênis com três anos de idade, aos quinze se mudou para a Espanha, com o objetivo de aprimorar suas habilidades no tênis e, aos dezessete, começou a disputar torneios profissionais. Confira nosso post sobre a idade ideal para começar a jogar tênis

Murray é filho de uma ex-tenista, Judy Murray, que foi capitã da equipe britânica da Fed Cup.

Seu irmão, Jamie Murray, também seguiu os passos da mãe e se tornou profissional. Jogando sempre duplas, Jamie é parceiro do brasileiro Bruno Soares desde o início de 2016. Juntos, formaram uma dupla de muito sucesso, vencendo o Australian e o US Open.

Andy se casou em 2015 e já tem uma filha, assunto que trataremos no final deste post.

Andy Murray-2016

Nos últimos anos Andy Murray vem brigando firme no Big Four, o grupo dos quatro melhores, junto de Federer, Djokovic e Nadal. É unanimidade entre especialistas que esses jogadores estão um nível acima de todos os outros.

O escocês, porém, sempre foi a figura menos expressiva do grupo, nunca considerado “o favorito”. Apesar de estar sempre nas semifinais e finais de Grand Slam, nos momentos de decisão muitas vezes acabava perdendo por um pequeno detalhe. Somente no Australian Open, Murray chegou na final em cinco oportunidades, perdendo todas elas.

Com muito foco, personalidade e vontade, esse cenário parece ter mudado de vez. Em 2016 Murray atingiu o auge de sua carreira e venceu títulos importantes contra seus principais rivais. Finalizou o ano como número 1 do ranking mundial, posto ocupado pela primeira vez na carreira. Juntamente com este feito, considerando apenas a Era Aberta, ele se tornou o primeiro britânico a alcançar o topo do ranking.

Comparação de 2016 com toda a carreira de Andy Murray

Para se ter ideia da diferença do ano de 2016 de Murray para o restante de sua carreira, comparamos alguns números:

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No acumulado de sua carreira, Murray possui um aproveitamento de vitórias e derrotas igual a 78%. Este percentual chega a 90% quando se analisa apenas 2016.

Em termos de títulos de simples, o escocês possuía 35 até o final de 2015, sendo dois deles de Grand Slam (US Open em 2012 e Wimbledon em 2013) e um nos jogos Olímpicos de Londres em 2012, quando se tornou o primeiro tenista britânico campeão em mais de 100 anos. Apenas em 2016 Murray conquistou 9 títulos, quase um terço de toda sua carreira. Dentre os títulos de 2016, estão o inédito para ele do ATP Finals, o bi-campeonato de Wimbledon e dos Jogos Olímpicos.

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A análise de vitórias e derrotas por piso é onde conseguimos ver claramente a evolução consistente de Andy Murray. Não foi apenas em alguns campeonatos importantes que ele se superou. Veja uma comparação de 2016 com o total de sua carreira por piso:

Ranking masculino
Piso 2016 Carreira
Vitórias e Derrotas – % Vitórias e Derrotas – %
Rápida 48-6    89% 423-114    79%
Saibro 18-3    86% 98-41    71%
Grama 12-0    100% 102-17    86%

Como podemos ver, Murray melhorou muito sua performance em todos os pisos. No saibro, piso em que tem seu pior aproveitamento, passou de 71% para 86%, o mesmo aproveitamento geral de sua carreira na grama, seu melhor piso. E por falar nela, o escocês conseguiu chegar em incríveis 100% na grama.

Ranking de Andy Murray

As primeiras posições do ranking final de 2016 ficaram bem diferentes das dos anos anteriores.

Entenda melhor o que é e como funciona o ranking ATP

A começar pela ausência de Roger Federer, que em 2015 estava em terceiro, quase empatado em pontos com Murray, o segundo colocado da temporada. Federer viu seu ranking cair para a décima sexta posição em 2016. Sua posição foi ocupada por Milos Raonic que, em 2015, finalizou o ano como décimo quarto.

Rafael Nadal já figurava fora dos quatro primeiros. Estava em quinto em 2015 e terminou 2016 em nono.

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Djokovic liderava o ranking em 2015 com folga, com 16.585 pontos, quase o dobro de Murray, que tinha 8.945. Em 2016 os dois tenistas inverteram a posição, com Murray finalizando na ponta, com 12.410 pontos, contra 11.780 de Djokovic.

Como Andy Murray evoluiu tanto e atingiu tudo isso em um ano?

Agora que passamos pelos principais títulos, analisamos o aproveitamento e o ranking, chegamos a uma pergunta interessante: o que o Murray pode ter feito de tão diferente para chegar a este nível?

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Bom, temos uma teoria que esta evolução é resultado de uma série de fatores motivacionais, técnicos, táticos e circunstanciais:

  1. Logo no início do ano, Andy Murray e Kim Sears (sua esposa, namorada de adolescência com quem se casou em 2015) tiveram o primeiro filho. Dia 07 de Fevereiro de 2016 nasceu Sophia Olivia;
  2. Em maio de 2016 Murray trocou de técnico. Após dois anos treinando com Amelie Mauresmo, os dois encerraram a parceria e o escocês voltou a treinar com Ivan Lendl; Veja nosso post sobre a importância do professor de tênis
  3. Como foi mostrado na análise do ranking, os principais rivais de Murray caíram bastante em 2016;
  4. Por último, há o amadurecimento natural do jogador. Cada tenista é um ser humano e todos são diferentes, tem diferentes comportamentos e atingem o ápice da carreira em momentos diferentes.

Incrível o ano que teve Andy Murray, não é mesmo? Agora o que nos resta é aguardar e assistir aos espetáculos de 2017! Será que ele vai manter o ritmo e a primeira colocação do ranking? O que você acha?

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Andy Murray em 2016: O caminho ao topo – [INFOGRÁFICO]
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